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A clara de ovo é fonte concentrada de Albumina

A Albumina em pó vem sendo utilizada por atletas há anos, pois é formada por uma estrutura completa de aminoácidos.

DR. CéSAR TORRES
Especialista em Nutrição Esportiva pela UNIFESP
Pós Graduado em Fisiologia do Exercício pela UNIFESP

O ovo de galinha é constituído por duas partes distintas, a gema e a clara. Não contando com a água, a gema é constituída essencialmente por lipoproteínas, enquanto a clara é quase totalmente composta por proteínas (ovoalbumina: cerca de 60 %, ovotranferina, ovomucóide, ovoglobulinas lisozima, ovomucina e flavorproteína).

Albumina
A clara de ovo é fonte concentrada de albumina, proteína de alto valor biológico, considerada padrão ouro por fornecer todos os aminoácidos essenciais em quantidades e proporções adequadas, inclusive sendo composta também por aminoácidos de cadeia ramificada (BCAAs), envolvidos no processo de recuperação muscular, geração local de energia, diminuição da fadiga e do catabolismo protéico.

A Albumina em pó já vem sendo utilizada por atletas e fisiculturistas há muitos anos, por ser uma proteína rica e de alta qualidade. Há alguns anos, os atletas eram obrigados a consumir grandes quantidades de clara de ovo, o que não era totalmente seguro, pois existia o risco de contaminação com microorganismos patogênicos como salmonela, entamoeba hystolítica e outros parasitas que poderiam se multiplicar caso o ovo fosse armazenado sem as condições de higiene necessárias.

A Albumina é formada quimicamente por uma estrutura mais complexa de aminoácidos. Se comparada com outras fontes de proteína, por exemplo, as do soro de leite, tem como conseqüência uma absorção mais lenta pelo organismo, sendo indicada para ser consumida entre as refeições e antes de dormir.

Isso mantém uma aminoacidemia plasmática mais estável, (aumento da concentração de aminoácidos no sangue), disponibilizando para o organismo mais aminoácidos por um tempo maior.

Hoje a tecnologia é muito grande quando se trata de suplementos alimentares. Por exemplo, para termos disponíveis um suplemento de Albumina 100% puro e concentrado, a clara do ovo é obrigada a passar por equipamentos e técnicas de processamento de alta tecnologia, nos quais é possível separar o colesterol e a gordura saturada da Albumina (clara do ovo), obtendo-se assim um produto totalmente protéico, a Albumina Líquida. Esta é então transformada em pó e o resultado final é a proteína pura. Esta desnaturação que transforma a Albumina liquida em pó não afeta os aminoácidos, nem compromete a qualidade nutricional dos produtos finais, tornando, pelo contrário, a proteína mais facilmente digerível.

A proteína da clara do ovo além de possuir boa digestibilidade, tem também uma incrível graduação bioquímica,
sendo superior a 100 quando se trata de Biodisponibildade orgânica. Quando o assunto é preço, a albumina é a opção que tem o melhor custo-benefício, ou seja, é uma proteína de extrema qualidade e riqueza por um baixo custo.

Prescrição de Exercícios para Diabéticos

A prática de exercício, associada a uma alimentação saudável, devem fazer parte do estilo de vida do diabético

PROFA. DRA. SILVIA CRISTINA C. ALVES
Fisiologista, Docente da Universidade Metodista de Piracicaba

O diabetes mellitus (DM) é uma doença metabólica crônica de alta incidência que está relacionada a uma falha na secreção e/ou na ação da insulina.
Caracteriza-se por hiperglicemia crônica com distúrbios do metabolismo dos carboidratos, lipídios e proteínas, além de alterações vasculares e neurológicas que podem complicar a condição clínica do doente. São comuns as ocorrências de aterosclerose e problemas na retina e nos rins.

Os dois subtipos mais frequentes de diabetes são as do Tipo I, também chamadas de juvenil ou insulino-dependente, que corresponde a 10% do total de casos, e no qual ocorre insuficiência absoluta de insulina. E o diabetes Tipo II, ou não-insulino-dependente, que inclui 90% dos casos e no qual ocorre insuficiência relativa de insulina e falhas na ação celular do hormônio.

No diabetes Tipo I, ocorre degeneração das células Beta devido a fatores hereditários, desenvolvimento de anticorpos auto-imunes ou destruição viral. No diabetes Tipo II, ocorre diminuição no número de receptores periféricosde insulina, estando esse fato estritamente relacionado com a obesidade.

O diagnóstico do DM é feito por meio de sintomas clínicos como poliúria (aumento na produção de urina), polidpisia (aumento na sede) e hiperfagia (aumento na fome) e testes laboratoriais de dosagens da concentração de glicose no sangue (glicemia), segundo os critérios apresentados na tabela 1.

Tabela 1: Valores de glicose plasmática (em mg/dl) para diagnóstico de diabetes
mellitus e seus estágios pré-clínicos, denominados de glicemia de jejum alterada
e tolerância à glicose diminuída.

CategoriasJejum* 2 horas após 75 g glicoseCasual**
Glicemia de jejum alterada110-126<>
tolerância à glicose diminuída> 126 e>_ 140 e <>
diabetes mellitus>_ 126 ou>_ 200 ou>_ 200 com sintomas clássicos

* O jejum é definido como a falta de ingestão calórica de no mínimo 8 h.
** Glicemia plasmática casual é definida como aquela realizada a qualquer hora do dia, sem observar o intervalo da última refeição.

O tratamento do DM Tipo I exige obrigatoriamente o uso de insulina exógena. No Tipo II, o tratamento inclui dieta, atividade física, uso de medicamentos hipoglicemiantes orais, terapia concomitante de outros fatores de risco cardiovascular e a educação do paciente, visando à adesão ao tratamento, mudanças no estilo de vida e prevenção de lesões em extremidades, principalmente nos pés.

A prática de exercícios físicos regulares e supervisionados é fator essencial na preservação e no tratamento do paciente com DM Tipo II e ajuda no tratamento do paciente com DM Tipo I.
A supervisão de profissionais de Educação Física é fundamental na prescrição de programas de exercícios individualizados, que respeitem a condição clínica e as preferências do indivíduo. Além disso, o monitoramento glicêmico deve ser feito regularmente, pois o objetivo primário é a manutenção de seus valores dentro dos índices de normalidade.

Alguns benefícios do exercício para o diabético são imediatos. Eles incluem alterações produzidas no momento do exercício e nos dias subseqüentes. Ocorre diminuição da glicemia, pois o exercício estimula o funcionamento dos transportadores de glicose nas fibras musculares, denominados GLUT4. Também ocorre aumento da ação da insulina ou do hipoglicemiante oral e aumento da sensibilidade celular à insulina. Essas alterações se devem basicamente à elevação do metabolismo tendo como consequência a maior e melhor utilização da insulina, e à maior utilização de glicose pelos músculos, que continua durante a recuperação.

Esses benefícios têm pouca duração, variando entre dois ou três dias após a atividade física. Outros benefícios necessitam de algumas semanas para serem estabelecidos e incluem aumento da capacidade cardiorrespiratória, redução dos fatores de risco de doença arterial coronária, diminuição do peso e da gordura corporal, incremento da força e da resistência, decréscimo da ansiedade e da depressão e melhora do bem-estar. Como conseqüências, são relatados inúmeros benefícios tais como melhora da performance no trabalho, no esporte e no lazer; dieta menos restritiva; diminuição da morbidade e da mortalidade; menos necessidade de medicamento e diminuição dos sintomas do diabetes.

A diminuição da taxa de mortalidade e de morbidade e dos sintomas do diabetes se devem ao bom controle glicêmico e não exclusivamente à atividade física. A atividade física não cura o diabético, mas auxilia fortemente no controle glicêmico e na manutenção da qualidade de vida do indivíduo.

Estudos recentes sugerem que os critérios para prescrição de atividade física para diabéticos devam ser os mesmos utilizados em indivíduos saudáveis, ressaltando que para os diabéticos se faz necessária uma avaliação complementar que inclui: monitoramento glicêmico, questionário sobre a medicação utilizada, inspeção das extremidades (especialmente os pés), avaliação das funções cardíaca e renal e exame de fundo de olho. Todos estes aspectos são fundamentais para garantir a segurança na realização de atividades físicas. Portanto, a prática de exercício, associada a uma alimentação saudável, devem fazer parte do estilo de vida do diabético, por serem de fundamental importância na manutenção da saúde.

Carboidratos - REPOSIÇÃO NO PÓS TREINO

Saiba como obter ajuda desse importante macronutriente para conseguir resultados expressivos em seu treinamento.

DR. MARCELO FERRO
Nutricionista pela Universidade Paulista e bacharel em Publicidade e Propaganda pela FMU, Campeão Paulista de Culturismo, consultor técnico de diversos lutadores tais como Leonardo Viera, Daniel Hernandes e Lyoto Machida


Os carboidratos são a principal fonte de energia alimentar para os seres humanos e também a mais abundante fonte de alimentos encontrada no planeta. A digestão dos carboidratos inicia-se na boca pela amilase salivar ou ptialina, e posteriormente no duodeno, onde ocorre a maior parte da digestão dos carboidratos pelas amilases pancreáticas e entéricas.

Sua absorção só ocorrerá após toda a hidrólise do amido, que irá formar os monossacarídeos que serão levados à corrente sanguínea. A glicose (dextrose), ao chegar nas células, terá quatro vias no metabolismo intra-celular: glicólise anaeróbica (formação de lactato), glicólise aeróbica (formação de ATP, H2O e CO2), glicogênio (armazenamento) e via das pentoses (formação de ácidos nucleicos).

Em treinamento intenso necessitamos estar com os estoques de glicogênio hepático e principalmente muscular bem abastecidos para não entrarmos em catabolismo. Ao entrar em catabolismo, o fígado inicia um processo denominado gliconeogênese, que é o recrutamento de aminoácidos (proteína) para a formação de energia ocorrendo um consumo de massa muscular magra como fonte de energia. Isso leva a diminuição de tecido muscular e consequentemente a uma queda no metabolismo basal.

Portanto, um dos fatores cruciais e não menos importante que a ingestão pré-treino é a reposição do glicogênio muscular e hepático no pós-treino.
Quando falamos de carboidratos de reposição, é preciso verificar alguns fatores de suma importância para que o objetivo seja atingido com eficiência.

Os carboidratos, como foi dito acima, após a sua hidrólise (quebra da molécula) no processo digestivo, sempre formarão um monossacarídeo (forma mais simples de carboidrato). Após absorvidos, estes monossacarídeos chegarão até as células priorizando a formação de ATP (adenosina trifosfato).

O ATP é a fonte principal de energia em nosso organismo e a glicose é a forma mais rápida do organismo formar o ATP. A síntese de glicogênio é feita apenas pela glicose, que é o monossacarídeo principal da glicólise aeróbica (formação de ATP, H2O e CO2). A frutose, que é um outro monossacarídeo encontrado em abundância na maioria das frutas, não entra na via da glicólise aeróbica para a formação de ATP.

A frutose formará diidroxiacetona e gliceraldeído e posteriormente gliceraldeído 3-fosfato, que é a forma em que a frutose entra na via glicolítica. A formação de gliceraldeído 3-fosfato é uma via importante para a formação de triglicerídeos (gordura), pois os ácidos graxos saturados, ao se ligarem ao gliceraldeído 3-fosfato formariam o triglicerídeo, que não é o interesse de nenhum atleta de musculação e também freqüentadores de academias.

















Portanto, a abordagem dos carboidratos no pós-treino estaria totalmente focada nos polissacarídeos como a maltodextrina ou mesmo no monossacarídeo como a dextrose. Assim, quando os músculos necessitarem de ATP irão buscar energia nos estoques de glicogênio muscular onde a glicose está armazenada. Contudo, ao término de exercícios físicos, geralmente os estoques de glicogênio muscular estão escassos e o miócito (célula do tecido muscular) necessita de glicose para reabastecer esses estoques de glicogênio. Como a glicose é a principal fonte de energia para a produção de ATP, a reposição com maltodextrina ou dextrose seria o melhor caminho, desprezando as fontes de frutose que serviriam para formar gordura.

No pós-treino, os glicocorticóides estão muito altos e o nível de catabolismo muscular é intenso. A glicose, sendo um bloqueador dos glicocorticóides, é um caminho interessante para frear a cascata de hormônios como o cortisol que é o principal vilão do tecido muscular, evitando o catabolismo muscular.

Geralmente, atletas preferem utilizar carboidratos rápidos como a dextrose mesclados com carboidratos mais lentos como a maltodextrina no pós treino para recuperação do glicogênio muscular, alegando ter mais êxito do que um dos carboidratos isoladamente. Isto pode ser explicado por um fato muito conhecido, que se chama “janela da oportunidade” que ocorre após um treinamento intenso.

Depois do treinamento, os músculos estão mais adaptados a receber uma quantidade de glicose para a formação de ATP e preencher os estoques de glicogênio, permitindo um consumo de dextrose para uma rápida reposição.

Contudo, a janela se estende por um grande período de tempo e um carboidrato mais lento também seria uma alternativa interessante. Dessa forma, mesclar os dois tipos de carboidratos tem sido muito utilizado por fisiculturistas desprezando por completo a reposição com frutose.

A dieta da Ivete Sangalo - 5º dia

5º dia

Café-da-manhã
• Cuscuz de milho: misture 2 colheres (sopa) de flocos de milho para cuscuz cozidos no vapor, 200 ml de leite desnatado, 1 xícara (café) de café, 1 fatia média de queijo-de-minas picada em cubos e adoçante a gosto
• 1 kiwi
• 1 fatia de abacaxi

Almoço
• 3 colheres (sopa) de arroz integral
• 1 filé médio de salmão grelhado
• 4 colheres (sopa) de nirá (ou alho-poró ou aspargos frescos) refogado com molho de soja e alho
• 1 prato (sobremesa) de salada de alface crespa, cenoura ralada, brócolis cozidos no vapor, temperada com iogurte desnatado,
hortelã, limão, sal e azeite.

Lanche
• 2 fatias de pão integral 7 grãos
• 2 colheres (sobremesa) de cream cheese
• 1 copo de vitamina de goiaba (200 ml de leite desnatado + 50 ml de suco pronto de goiaba + 4 pedras de gelo + adoçante,
batidos no liquidifi cador)














Jantar
• 1 porção de escondidinho de frango
• 1 copo de suco de pêssego

Ceia
• 1 xícara (chá) de leite desnatado com 5 gotas de baunilha e adoçante

Shakes do dia

Antes da ginástica:
• ½ maçã + ½ maracujá + 100 ml de água + 1 medida de suplemento de carboidrato à base de maltodextrina

Após a ginástica:
• ½ maçã + ½ maracujá + 100 ml de água + 1 medida de proteína em pó tipo whey protein

1º dia 2º dia 3º dia 4º dia 5º dia

A dieta da Ivete Sangalo - 4º dia

4º dia

Café-da-manhã
• 2 fatias finas de bolo simples
• 2 colher (chá) de manteiga
• 1 fatia média de queijo prato
• 1 xícara (chá) de leite desnatado com café
• 1 pinha
• 1 ameixa

Almoço
• 3 colheres (sopa) de arroz integral
• 2 colheres (sopa) de feijão-carioca
• 5 colheres (sopa) de frango com quiabo*
• 1 prato (sobremesa) de salada de agrião, alface-americana e 6 tomates-cereja recheados com queijo cottage

Lanche
• 1 pote de iogurte natural
• 1 xícara (café) de granola light
• 1 banana-prata














Jantar
• 1 filé médio de peito de frango grelhado e acebolado, cortado em tirinhas
• 2 fatias médias de suflê de milho*

Ceia
• 1 xíc. (chá) de leite desnatado com 5 gotas de baunilha e adoçante

Shakes do dia

Antes da ginástica:
• 1 fatia média de melão + 1 colher (sopa) de salsão + 100 ml de água + 1 medida de suplemento de carboidrato à base
de maltodextrina

Após a ginástica:
• 1 fatia média de melão + 1 col. (sopa) de salsão + 100 ml de água + 1 medida de proteína em pó tipo whey protein

1º dia 2º dia 3º dia 4º dia 5º dia

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